Paulo Bernardo nega relação entre apagão e mau tempo

Ministro do Planejamento derrubou hipótese usada pelo Ministério de Minas e Energia até agora

Renata Veríssimo, Agência Estado

11 Novembro 2009 | 12h25

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o apagão que atingiu principalmente as regiões Sul e Sudeste ontem não foi provocado pelo mau tempo. Isso derruba a afirmação do Ministério de Minas e Energia. Ontem, o ministro Edison Lobão disse que os técnicos trabalhavam com a hipótese de que algum problema atmosférico, como raios ou tempestades, tenha motivado a queda da energia.

 

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Nesta manhã, o secretário-executivo do ministério, Márcio Zimmermann, disse que "condições meteorológicas adversas" provocaram a queda de transmissão em três linhas de distribuição de Furnas. No entanto, Paulo Bernardo contou que conversou com o presidente da Itaipu, Jorge Samek, que lhe informou que a interrupção de energia foi causada por problemas em duas das cinco linhas de transmissão. "Eles pensaram que tinha sido o temporal que tinha derrubado linhas de transmissão, mas não foi. Se a linha tivesse danificada, não tinha voltado (a energia) às cinco da manhã", disse o ministro.

 

 

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ao todo foram 18 Estados atingidos pelo apagão. As redes de transmissão afetadas foram duas entre os municípios de Ivaiporã (PR) e Itaberá (SP) e uma terceira entre Itaberá e Tijuco Petro (SP). Furnas informou que, apesar da queda de energia, "não foi identificado qualquer dano nos seus circuitos e torres de transmissão".

 

Paulo Bernardo afirmou que ainda não se sabe a causa do apagão e que uma reunião do setor será realizada ainda hoje para detectar a origem do problema. Bernardo explicou que, durante a madrugada, a preocupação era de restabelecer a energia e que o dia de hoje será dedicado a investigar as causas.

 

Bernardo disse que foi informado que não existe hoje nenhuma usina elétrica ou termoelétrica com capacidade de substituir o fornecimento de Itaipu. Segundo o ministro, mais de 30% da energia da região Sudeste vem de Itaipu.

 

Ele lembrou que todo o sistema é informatizado, o que deve apontar a origem do problema. "É preciso ter uma explicação porque isso gera insegurança. Mas o problema não aconteceu por falta de capacidade de geração (de energia)", disse o ministro. Ele disse que não há problemas de investimento no setor.

 

Segundo Paulo Bernardo, durante o processo de racionamento de energia, em 2001, havia problemas de baixa capacidade de transmissão e isso foi resolvido. Segundo ele, o que aconteceu nesta noite foi um acidente e não há como garantir que acidentes não acontecerão.

 

  

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