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Paulo VI, o próximo papa santo, deve ser beatificado até o fim do ano

José Maria Mayrink - Enviado especial ao Vaticano

29 Abril 2014 | 14h 12

Pontífice foi foi arcebispo e cardeal de Milão antes de ser eleito para a sucessão de São João XXIII no conclave de 1963

O papa Paulo VI, que morreu em 1978, será o próximo pontífice a ser declarado santo. Sua beatificação ocorrerá até o fim do ano e será feita em Milão, onde ele foi arcebispo e cardeal com o nome de Giovanni Battista Montini, antes de ser eleito para a sucessão de São João XXIII no conclave de 1963. A cerimônia deverá ser presidida pelo arcebispo da arquidiocese, cardeal Angelo Scola, ou pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato.

Os teólogos e os peritos médicos da Congregação reconheceram como milagre necessário para a beatificação a cura de um nascituro da Califórnia, nos Estados Unidos, no início dos anos 1990.. Segundo os médicos que acompanhavam a gravidez, a mãe teria de fazer aborto para sobreviver, porque o feto apresentava graves problemas no cérebro. Ela se recusou e recorreu à intercessão de Paulo VI, que escreveu em a encíclica Humanae Vitae (a Vida Humana) em 1968. A criança nasceu sadia.

"A beatificação e posterior canonização de Paulo VI será importante para a Igreja e especialmente importante para a América Latina, por causa de sua atuação no Concílio Vaticano II, ao qual deu continuidade após a morte de João XXIII", declarou ontem ao Estado o cardeal brasileiro.

João Brás Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, mais com conhecida como Congregação para os Religiosos. O cardeal lembrou também o apoio que Paulo VI deu com sua presença à Conferência do Episcopado da América Latina de Medellín, realizada na Colômbia, em 1968.

Para o cardeal Aviz, a beatificação de Paulo VI dará novo impulso aos documentos aprovados pelo Concílio Vaticano II. "Já se passaram 50 anos e, no entanto, metade das conclusões do Concílio ainda não foram postas em prática, o que significa que falta fazer muita coisa", disse o cardeal.

Ele citou como exemplo o que pode ser atualizado, à luz do Vaticano II, na área dos religiosos. "Precisamos de mais diálogo, porque não funciona mais o autoritarismo de tempos passados", afirmou.

 

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