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Pedágio é suspenso no ES após rombo de R$ 800 milhões em contrato

Larissa Fafá - Especial para O Estado

22 Abril 2014 | 20h 10

De acordo com relatório do Tribunal de Contas, valor praticado no pedágio foi acima do que consta em contrato e mais de R$ 798 milhões foram recebidos pela operadora para investimentos que não foram realizados

VITÓRIA - O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou na tarde desta terça-feira, 22, a suspensão da cobrança do pedágio por tempo indeterminado na Terceira Ponte, que liga a capital Vitória à cidade de Vila Velha. A decisão foi tomada após a divulgação na quarta-feira, 16, de um relatório preliminar do Tribunal de Contas do ES, responsável pela atual auditoria da concessão vigente, que apontou diferença de cerca de R$800 milhões de valores nos 16 anos de contrato com a empresa Rodosol, operadora da ponte.

Em entrevista à imprensa, Casagrande destacou que as medidas são importantes, porém, provisórias até que o relatório final da auditoria aponte decisões definitivas sobre o contrato. "Tivemos um debate sobre o sistema rodoviário no ano passado que me levou a solicitar a auditoria no Tribunal de Contas do Espírito Santo. O relatório nos mostrou muitas inconsistências e a suspensão é uma posição precavida", disse o governador.

O encerramento da auditoria está prevista para o início do próximo ano, segundo o Tribunal de Contas. Porém, o governo determinou à Procuradoria-Geral do Estado um aprofundamento do estudo técnico no prazo máximo de 30 dias, para verificar a possibilidade de ações administrativas. A empresa concessionária Rodosol tem até 30 dias para se manifestar.

De acordo com o relatório, o valor praticado no pedágio foi acima do que consta em contrato e mais de R$ 798 milhões foram recebidos pela Rodosol para investimentos que não foram realizados. O estudo feito pelo corpo técnico do Tribunal é resultado de uma auditoria na concessão da ponte, instaurada em agosto de 2013. Os valores e constantes aumentos no pedágio são questionados há muitos anos no Espírito Santo, mas o debate ganhou força depois dos protestos do ano passado na capital, que pediam o fim da cobrança e chegaram a levar cerca de 100 mil às ruas.

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