Pedestres e ciclistas, as maiores vítimas

Pedestres e ciclistas sofrem nas ruas de Brasília. Como as pistas são muito largas, o pedestre que se arrisca a atravessá-las longe das faixas especiais tem de correr. Com medo de assaltos nas passarelas subterrâneas, alguns preferem se projetar entre os carros. Muitos morrem, principalmente no Eixo Rodoviário, o Eixão. Só neste ano, foram sete. Para o ciclista, a situação não é mais confortável. Faltam pistas exclusivas e nem no Eixão, onde a faixa central é proibida para veículos, estão seguros. Em agosto do ano passado, o biólogo Pedro Davidson, de 26 anos, foi atropelado por Leonardo Luiz da Costa na faixa central que, em reforma, estava sem olhos-de-gato. No Lago Norte, ciclistas usam o acostamento. Em maio, dois pedreiros foram mortos por uma estudante. Segundo o Detran, dos 296 mortos no trânsito de Brasília este ano, 89 eram pedestres e 37 ciclistas. Desde 2001, morreram 253 ciclistas e 704 pedestres. Destes, cerca de 60% tinham mais de 60 anos - e 97 menos de 9 anos. O governador José Roberto Arruda promete inaugurar no dia 19 uma ciclovia de dez quilômetros de extensão, entre a cidade-satélite do Varjão e o Lago Norte. Há projetos para criar 158 quilômetros de ciclovias, a um custo de R$ 7,5 milhões.

O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

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