Peregrinos aproveitam terça-feira para conhecer o Rio

Com tempo fechado, a famosa confeitaria Colombo é um dos principais atrativos

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2013 | 14h04

Com a abertura oficial da Jornada Mundial da Juventude marcada para as 18 horas desta terça-feira, 23, em Copacabana, peregrinos aproveitam o dia para passear pelo Rio de Janeiro. O tempo fechado, no entanto, faz com que as praias não sejam tão atrativas. Muitos optaram por conhecer o centro, e a histórica Confeitaria Colombo, fundada em 1894, é parada obrigatória.

"Desde ontem, depois da passagem do Papa, o movimento de peregrinos está muito grande", afirma a recepcionista Jamille Ramos. Alemães, franceses e australianos são alguns dos principais frequentadores da Colombo da Rua Gonçalves Dias. "A maioria pede o nosso Chá Colonial, além, é claro, dos doces."

Aaron Kammerahl, 20 anos, chegou de Muenster, na Alemanha, no sábado. Já conheceu o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, mas nesta terça ele foi passear pelo centro com seu grupo e parou na Colombo para um café. "É um prédio realmente muito bonito."

Michele Yassuda, 31 anos, veio de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Como terá catequese na Catedral Metropolitana, ali perto, aproveitou para conhecer a confeitaria. "Gostei bastante das fotos que contam a história da Colombo. Tudo no centro é muito bonito e histórico, o estilo das ruas, as sacadas..."

O movimento intenso chamou a atenção de Luiz Antonio Machado, mais conhecido como "Pelé". O artista é cover do craque há 20 anos, e ganha trocados de pedestres fazendo malabarismos com uma bola de futebol. "Estava indo para o metrô Carioca, mas quando vi a multidão em frente à Colombo, resolvi ficar por aqui mesmo."

Pelé, que ganha entre R$ 50 e R$ 100 por dia, pretende aumentar o lucro durante a JMJ. No pote que usa para recolher o dinheiro, acaba entrando de tudo - até um mini canguru de pelúcia oriundo da Austrália. Pelo menos experiência internacional o artista tem. Ele já foi convidado para se apresentar em cinco países, entre eles Arábia Saudita e Itália. "Mas nada como Brasil", orgulha-se.

Quem também quer aproveitar a Jornada para ganhar uns trocados é o argentino José Gonzales, que passou dois dias viajando de carro para ver o papa conterrâneo. Na expectativa de recuperar os 1.500 pesos que gastou para vir ao Rio, ele vende bandeiras com a imagem de Francisco. "Vim também para conhecer a cidade."

 

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