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Perfil: Rafael Osorio, diretor do Ipea

Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo

04 Abril 2014 | 22h 42

Colegas dizem que pesquisador é detalhista e atribuem o erro a uma ‘fatalidade’; doutor em Sociologia, Osorio também trabalha para centro ligado à ONU

BRASÍLIA - Diretor do Departamento de Estudos e Politicas Sociais do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, Rafael Guerreiro Osorio entrou como estagiário na organização, em 1999. Desde então, foi consultor para o Ipea e, em 2009, passou em concurso público para o instituto e é técnico em planejamento e pesquisa.

Em 2004 começou a atuar como pesquisador do Centro Internacional de Pobreza, ligado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud), órgão que busca soluções para erradicação da miséria no mundo.

Integrantes do Ipea informaram ontem, reservadamente, que o pesquisador é dedicado e detalhista. Os colegas atribuem o erro na pesquisa sobre violência contra mulheres a uma "fatalidade" durante o manuseio das centenas de dados estatísticos.

Logo depois que o instituto divulgou a nota sobre a falha da pesquisa, assinada por ele e pela coordenadora de desigualdade de gênero, Natália Fontoura, Osorio pediu demissão da chefia de departamento. No entanto, como concursado, deve perder o cargo, mas não o emprego.

De acordo com seu currículo no Ipea, Osorio é autor de artigos e realiza pesquisas sobre estratificação e mobilidade social, desigualdade, pobreza, e suas conexões com as políticas públicas.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), ele também fez mestrado e doutorado em Sociologia pela mesma universidade. O pesquisador defendeu sua tese de doutorado em 2009. O tema foi a desigualdade racial de renda no Brasil entre 1976 e 2006. Em trabalho recente, foi um dos autores de um artigo publicado nos Estados Unidos sobre os impactos do Bolsa Família.

Osório foi procurado ontem pelo Estado para comentar o erro na pesquisa, mas não foi encontrado.