1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Perícia encontra sedativo no corpo de Bernardo

Elder Ogliari - O Estado de S. Paulo

29 Abril 2014 | 19h 23

De acordo com a delegada que acompanha o caso, Caroline Machado, os investigadores também concluíram que o menino não foi enterrado vivo

PORTO ALEGRE - O Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul encontrou substâncias do sedativo Midazolam no corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, localizado no dia 14 de abril, depois de ficar dez dias desaparecido. O resultado foi divulgado pela delegada de Três Passos (RS), Caroline Virgínia Bamberg Machado, nesta terça-feira, 29, mas ainda não esclarece o que causou a morte do garoto.

O Midazolam é usado como indutor de sono rápido e sedativo para procedimentos médicos. Ainda estão abertas hipóteses como as de aplicação de uma injeção letal com superdosagem do medicamento ou com outra substância após a sedação. A policial também revelou que a perícia já sabe que Bernardo não foi enterrado vivo, acabando com uma suspeita que rondava o caso.

As informações divulgadas pela polícia desde o início do caso indicam que Bernardo acompanhou a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, em uma viagem de Três Passos, onde a família vivia, a Frederico Westphalen, no dia 4 de abril. Na cidade vizinha, câmeras de segurança captaram imagens de Graciele e uma amiga, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, embarcando em um automóvel com o garoto e voltando sem ele. No dia 14, após ouvir Edelvânia, a polícia localizou o corpo enterrado em um matagal.

A madrasta, a assistente social e o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, estão presos. A delegada vem sustentando que os três estão envolvidos com o crime e revelou que o inquérito chegou à fase em que a conduta de cada um será individualizada. Reafirmou a intenção de concluir o trabalho em 30 dias, mas admitiu a possibilidade de pedir prorrogação de prazo se todos os laudos da perícia não estiverem prontos.

O advogado de Graciele, Vanderlei Pompeo de Mattos, vem dizendo que ela vai se manifestar pela primeira vez nos próximos dias. O advogado de Edelvânia, Demetryus Grapiglia, afirma que o depoimento que ela deu é inválido porque não havia a presença de um defensor e sustenta que a cliente não participou da morte do garoto, tendo somente ajudado a ocultar o cadáver por pressão da madrasta. O advogado de Leandro, Jáder Marques, afirma que o médico é inocente.

 

 

 

  • Tags:

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo