Alex Federowicz/The New York Times
Alex Federowicz/The New York Times

Pet shops não podem mais expor animais em vitrines e gaiolas

Resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária foi publicada em outubro de 2014 e passou a valer na semana passada

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 Janeiro 2015 | 12h14

Atualizada às 22h25

SÃO PAULO - Atração de vários corredores de mercados e de shoppings, as vitrine dos pet shops pelo País não poderão mais expor filhotes ao público sem observar uma série de cuidados para preservar a saúde e o bem-estar dos animais. Desde a semana passada, uma resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) determinou que um veterinário deverá avaliar, nas lojas, a situação em que os animais são acomodados e atestar que o ambiente zela pelo bem-estar. 

O texto da Resolução 1.069 do órgão considera ainda que a exposição e até a venda dos animais podem afetar o bem-estar dos pets, e isso seria a preocupação maior tanto do conselho quanto da sociedade. Assim, a resolução vai considerar que o veterinário deve assegurar que as instalações “proporcionem um ambiente livre do excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse aos animais”.

Esses locais ainda precisam garantir “conforto, segurança, higiene e alimentação saudável” e “ter espaço adequado para os animais se movimentarem, de acordo com suas necessidades”, além de serem providas “de enriquecimento ambiental efetivo de acordo com a espécie alojada” nos espaços.

Desde 2008, o CFVM já determinava que todos os pet shops devem ter um veterinário responsável, sob risco de multa. Agora, os profissionais de cada local deverão responder processo ético-profissional se os animais não estiverem em condições adequadas - e tanto o profissional quanto o estabelecimento estarão sujeito a multas.

Vitrines vazias. Por causa da resolução, alguns pet shops da cidade decidiram retirar os animais da vitrine. Foi o que aconteceu em uma loja do bairro do Limão, na zona norte da cidade. “Agora, quando as pessoas chegam pedindo informações sobre a compra de filhotes, vemos que tipo de animal a pessoa deseja comprar e passamos o contato de um criador”, disse a funcionária da loja Dinah Silva Floreincio, de 44 anos. 

Outras lojas disseram estar adaptadas às novas regras - embora os cães ainda estejam expostos em vitrines sujeitas a batidas dos frequentadores. É o caso de uma loja de pets do Shopping Pátio Higienópolis, na região central da cidade. O proprietário do local, Antônio Carlos Deodato, de 80 anos, afirmou que manteve contato tanto com veterinários como com advogados para continuar adequado à legislação e manter os bichinhos na vitrine.

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