PF desarticula quadrilha de contrabandistas no RS

Dos 15 mandados de prisão temporária expedidos, 12 foram cumpridos em quatro cidades do Estado

da Redação, estadao.com.br

10 Outubro 2008 | 17h55

A Polícia Federal prendeu 12 pessoas acusadas de envolvimento em contrabando no Rio Grande do Sul. A quadrilha agia no sul do Estado, nas cidades de Jaguarão, Arroio Grande, Pelotas e Porto Alegre, e era especializada, segundo a polícia, em contrabandear mercadoria do Uruguai.   Ao todo, 15 mandados de prisão temporária foram expedidos, mas três não puderam ser cumpridos, pois dois são contra uruguaios que moram em seu país, e o terceiro é contra um homem que está fora do Brasil. Segundo o delegado Flávio Augusto Palma Setti, da PF de Jaguarão, responsável pela Operação Rei Arthur, não há outros estrangeiros envolvidos com a quadrilha.   Segundo a polícia, para evitar as ações policiais, o transporte e armazenamento das mercadorias contrabandeadas era em quantidade reduzida, mas com freqüência. A estimativa da PF é de que a quadrilha movimentava R$ 300 mil por mês.   Alguns membros do grupo, de acordo com a PF, também teria envolvimento com o tráfico de armas e munições, pois durante as investigações a polícia conseguiu apreender cerca de 4,5 mil cartuchos de munição calibre 12.   A Polícia Federal aponta que os líderes da quadrilha desmantelada são donos de um Free Shop e duas lojas de pneus e autopeças em Rio Branco, no Uruguai, assim como uma rede de motéis e outros comércios no Estado gaúcho.   Foram presas oito pessoas em Jaguarão, duas em Pelotas, uma em Arroio e outra em Porto Alegre. Com eles foram apreendidos aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro e cheque, além de eletrodomésticos, peças de carro e eletroeletrônicos.   Além dos mandados de prisão e busca e apreensão, foi determinado o bloqueio judicial de todos os bens e contas bancárias utilizadas pela quadrilha. Segundo a PF, um efetivo de 120 policiais de todo o Estado participaram a ação.

Mais conteúdo sobre:
PF contrabando RS Rio Grande do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.