PF investiga desvio de R$ 50 milhões no AM

Pelo menos R$ 50 milhões foram desviados dos cofres do governo do Amazonas numa suposta fraude com emissão de notas fiscais frias por empresas de publicidade em serviços superfaturados ou não realizados para a Universidade do Estado do Amazonas.

Liège Albuquerque / MANAUS, O Estado de S.Paulo

31 Março 2011 | 00h00

De acordo com o delegado da PF, Domingos Sávio Pinzon Rodrigues, o esquema funcionava desde 2003. "Só em três notas de serviços de produção de vídeo supostamente não realizados apreendidas nas diligências foram mais de R$ 1,5 milhão em serviços não realizados", disse.

Segundo ele, há indícios de crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e fraudes em licitações no governo do Estado. Um dos esquemas envolveria serviços de vídeo superfaturados ou não realizados pelas empresas de publicidade Sol Comunicação e Jobast Produções Cinematográficas, com intermédio da Fundação Muraki.

"No endereço das notas fiscais emitidas pela Sol há uma residência. A empresa também não tem nenhum funcionário contratado, só conta com o proprietário, Afonso Luciano Gomes Amâncio", contou Rodrigues. Ainda segundo ele, Amâncio teria agredido um jornalista que acompanhava a diligência da PF em Brasília.

Procurados pela reportagem, Amâncio e Jorge Bastos, um dos sócios da Jobast, não retornaram os telefonemas. A Fundação Muraki também não atendeu a reportagem.

A assessoria de imprensa da universidade informou que a Secretaria de Comunicação do governo iria se manifestar por meio de nota oficial, mas até o fechamento dessa edição nenhuma nota foi divulgada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.