Piloto nega ter desligado aparelho que evitaria colisão do Legacy

Americano prestou depoimento nesta quarta, 30, sobre acidente que matou 154 pessoas em 2006

Agência Brasil,

30 Março 2011 | 17h18

BRASÍLIA - O piloto norte-americano Jan Paul Paladino confirmou que nunca havia pilotado um jato executivo Legacy, fabricado pela Embraer, antes do acidente que resultou na morte de 154 pessoas que estavam a bordo de um Boeing da companhia aérea brasileira Gol, em 2006. O piloto negou que só tivesse ligado o equipamento anticolisão momentos após o choque, sobre a Floresta Amazônica, com o avião de carreira brasileiro.

 

Paladino, no entanto, garantiu ter pilotado aviões similares operacionalmente ao Legacy. As afirmações foram feitas nesta quarta-feira, 30, durante o depoimento pelo sistema de videoconferência do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça.

 

Ao juiz federal substituto da Vara Única de Sinop (MT), Murilo Mendes, o piloto reiterou que, em nenhum momento, os equipamentos do avião acusaram qualquer tipo de falha, em especial no transponder, aparelho que informa a posição da aeronave para o controle de trafego aéreo e outros aviões. A acusação alega que os pilotos teriam desligado o transponder momentos antes do acidente e religado após a colisão.

 

"Não houve, da minha parte, nenhuma ação voluntária para ligar ou religar o transponder", disse o piloto ao afirmar não saber o motivo de o aparelho ter sido ligado segundos após a colisão.

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