Piora estado de saúde de menina jogada em rio de MG

Ex-namorado da jovem que jogou a bebê no rio apontado como pai da criança pretende ter a guarda da menina

Eduardo Kattah, Estadão

03 Outubro 2007 | 18h28

Os médicos diagnosticaram, na tarde desta quarta-feira, 3, um "edema cerebral difuso importante" na recém-nascida resgatada domingo no ribeirão Arrudas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Conforme boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Contagem, o quadro clínico da criança se agravou ainda mais e foi necessário aumentar a dose de medicamentos para manter a pressão arterial e batimentos cardíacos.   O exame ultra-som transfontanelar evidenciou o edema, que conforme a equipe médica, "é compatível com hipóxia grave, ou seja, falta de oxigenação no cérebro". "Isso reforça a hipótese de que a criança sofreu privação de oxigênio em algum momento: ou durante o parto, ou durante o período em que permaneceu na água", diz o boletim.   Os médicos da Maternidade Municipal de Contagem - onde a menina permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal -, porém, não descartam a possibilidade de a criança ter sofrido algum trauma na cabeça.   A mãe da menina, Elisabete Cordeiro dos Santos, de 25 anos, confessou ter jogado a filha recém-nascida nas águas poluídas do ribeirão após tomar abortivos. Em depoimento, ela alegou que atirou a criança no Arrudas porque achava que ela estava morta e disse que já havia tentado um aborto quando estava no quarto mês de gestação. Elisabete está presa e foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio.   O ex-namorado da jovem e apontado como pai da criança, Adenilson Pereira da Silva, de 29 anos, já afirmou que pretende ter a guarda da menina. Pela manhã, a equipe médica da maternidade suspendeu toda a sedação, mas a criança - batizada com o nome de "Michelle" - não apresentou nenhuma resposta a estímulos.

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