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PM prende quatro agentes envolvidos em morte de jovem no subúrbio do Rio

Thaise Constancio

23 Fevereiro 2014 | 17h 44

Jovem foi agredido por policiais quando estava na garupa de uma moto com um amigo; o adolescente bateu com a cabeça no chão e não resistiu aos ferimentos

RIO - O comandante-geral da Polícia Militar (PM), José Luís Castro Menezes, ordenou a prisão de quatro agentes envolvidos na morte de um jovem de 17 anos, em Campinho, zona norte do Rio, na madrugada deste domingo, 23. O rapaz morreu após ser agredido por Leonardo Alves da Silva, de 25 anos, Phellipe da Sá Laranjeira Azevedo, de 23, Carlos Henrique Conceição da Silva, de 26, e Hugo Leonardo Silva de Carvalho, de 29, lotados no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Rocha Miranda, zona norte.

O jovem estava na garupa de uma moto com um amigo quando os dois foram abordados pelos policiais. Após ser agredido, o adolescente bateu com a cabeça no chão. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Madureira, zona norte, mas não resistiu aos ferimentos.

Por meio de nota, a PM informou que por causa “da gravidade dos fatos”, o comandante-geral determinou que os quatro fossem encaminhados para a Unidade Prisional da PM. Inicialmente, eles foram autuados pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM)e ficaram presos administrativamente na sede do 9º BPM.

O comandante do Batalhão, tenente-coronel Wagner Morehtzohn, esteve na 29ª Delegacia de Polícia, em Madureira, zona norte, onde o caso foi registrado, para se inteirar dos fatos e acompanhar pessoalmente as investigações. Segundo ele, a viatura pertencia à Companhia Destacada do Morro São José Operário, portanto, estava fora da área de atuação já que o fato ocorreu em Campinho.

“Se ficar comprovado, ao longo do Inquérito Policial Militar, que isso ocorreu sem uma justificativa, os policiais também terão cometido um crime militar, o que pode resultar em um procedimento administrativo e culminar com a expulsão deles dos quadros da Corporação”, esclareceu a nota.

“O Comando da Polícia Militar vem a público esclarecer que esse tipo de atitude não corresponde aos princípios da Corporação. As responsabilidades serão apuradas com rigor. Ao contrário do que ocorreu, a função da Polícia Militar é servir e proteger a população. Esse é o nosso compromisso”, finalizou a nota.

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