PM que matou surfista em SC vai continuar preso, decide juiz

Policial teve sua prisão em fragrante convertida em preventiva após laudos sobre o caso chegarem à Justiça

O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2015 | 17h50

SÃO PAULO - O policial militar Luis Paulo Mota Brentano, acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva por uma decisão da 1.ª Vara Criminal de Palhoça, em Santa Catarina, e deve permanecer preso aguardando decisão judicial.

Brentano deu um dois tiros no atleta e alega legítima defesa. Testemunhas, por outro lado, dizem que o policial estava bêbado e que atirou em Ricardinho pelas costas. A conversão da prisão do PM ocorre depois que os laudos de alcoolemia, toxicológico e cadavérico chegaram até o processo, analisado pelo juiz Maximiliano Losso Bunn.

"Não se trata, obviamente, de dar ouvidos ao clamor popular, insuficiente por si só para justificar a prisão cautelar de qualquer cidadão que seja acusado de um crime. Mas é evidente que a ordem pública se viu gravemente abalada pelo fato que agora é objeto da persecução penal. Basta que qualquer um escute as tantas vozes que pelo País clamam por 'justiça'. O crime em tela ganhou o mundo", escreveu o magistrado, em sua decisão.

Ricardinho, que já representou o País em mundiais de surf, foi baleado no dia 15 e chegou a ser submetido a quatro cirurgias ante de morrer.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Brentano.

 

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