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PMs do caso Juan estão envolvidos em 36 mortes após confronto com polícia

Somente um dos policiais acumula 18 casos; todos foram afastados dos cargos nesta quarta

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

06 Julho 2011 | 18h10

RIO - Os quatro policiais militares que participaram da operação em que desapareceu o menino Juan Moraes, de 11 anos, estão envolvidos em 36 autos de resistência - morte de suspeito em confronto com a polícia. Os casos ocorreram ao longo de 11 anos e todos foram registrados na Baixada Fluminense. As informações foram obtidas pelo jornal carioca Extra.

 

O sargento Isaías Souza do Carmo, de 48 anos, é o que mais está envolvido em episódios em que suspeitos morreram durante operações policiais - dezoito. O primeiro deles foi registrado na 54.ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo). O mais recente é de 23 de novembro do ano passado. Três dos registros ainda não foram arquivados.

 

O cabo Edilberto Barros do Nascimento, de 43 anos, esteve envolvido em 13 autos de resistência. Ele ficou ainda dois meses preso por suspeita de assassinato de Julio Cesar Andrade Roberto, em Nova Iguaçu. Outros três policiais também são acusados do crime. Nascimento e os colegas foram soltos quando a prisão preventiva expirou. A audiência de instrução - quando são interrogadas testemunhas - está marcada para o próximo dia 20.

 

O cabo Rubens da Silva, de 33 anos, envolveu-se em quatro autos de resistência no ano passado e o Sargento Ubirani Soares, de 44 anos, envolveu-se em em um episódio de morte de suspeito durante confronto com a polícia. Os quatro foram afastados de suas funções na tarde desta quarta-feira, 6.

 

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Marcelo Freixo (PSOL), questionou se o Ministério Público do Rio investigou algum dos outros autos de resistência dos policiais envolvidos no caso Juan.

 

"Eles só se tornaram um problema por causa do Juan? Os outros 36 casos não importaram? Eu quero saber o que o MP fez sobre cada um desses autos. Ou auto de resistência não se investiga?", indagou. / COLABOROU ALFREDO JUNQUEIRA, DE O ESTADO DE S. PAULO.

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