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PMs resgatam sargento preso em delegacia de Rio Branco

Itaan Arruda, Especial para o Estado de S.Paulo

03 Março 2014 | 10h 38

Policial teria se recusado a fazer teste de bafômetro em condutor aparentemente bêbado na capital do Acre

RIO BRANCO - A Delegacia Central de Flagrantes de Rio Branco (AC) foi invadida por um grupo de aproximadamente 50 policiais militares no sábado de carnaval. O objetivo era resgatar um sargento da corporação que, segundo informações ainda não oficiais, teria se recusado a fazer o teste do bafômetro em um condutor aparentemente bêbado e conduzido à delegacia.

O sargento ficou contrariado porque no momento do flagrante, durante a Operação Álcool Zero, o condutor se negou a fazer o teste. Conduzido à delegacia, mudou de postura. "Não, doutor, eu faço o teste". Foi neste momento que o "sargento Wendel", da Polícia Militar do Acre, se recusou a aplicar o exame.

Ao se recusar a aplicar o bafômetro, o delegado Leonardo Santa Bárbara deu voz de prisão ao policial alegando que ele estava "omitindo informações". Um outro policial militar que acompanhava o sargento, ao perceber a situação, acionou o Ciosp.

Em pouco tempo, viaturas do Bope, Grupamento Águia e Ciatran estacionaram em frente ä delegacia. Um tumulto se formou. Alguns policiais chegaram a empunhar armas. De acordo com testemunhas, o próprio comandante da Companhia de Trânsito, "tenente Márcio" entrou na delegacia e resgatou o sargento. "Colocaram o sargento dentro de uma caminhonete e o levaram embora".

"Eu não posso falar nada agora. Tudo o que eu falar agora pode não estar de acordo com a verdade dos fatos", disse o comandante da polícia militar do Acre, José Reis Anastácio. "As circunstâncias serão apuradas".

Em nota, o Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública, prometeu rigor na punição. "As apurações serão rigorosas e devem ser feitas por meio das devidas corregedorias, que já foram acionadas", diz o texto.

O governo trata o caso como um episódio isolado. "A Secretaria de Segurança Pública ressalta que o fato se trata de um caso isolado e não afetará as relações institucionais entre as polícias Civil e Militar, nem entre seus membros."