Polícia acredita que morte de jornalista em SP foi latrocínio

A polícia reforça a tese do latrocínio para a morte da jornalista Melyssa Martins Corrêa, de 23 anos. Assassinada na tarde desta terça-feira, foi sepultada às 17 horas desta quarta. Uma multidão acompanhou o sepultamento no cemitério municipal São João Baptista. O delegado Cacildo Galindo afirma que o roubo seguido de morte é a hipótese mais provável, de acordo com as investigações em andamento. Conforme o delegado, a primeira sustentação decorre do fato de que uma testemunha viu o provável autor do crime de posse da bolsa e do celular da vítima. Esta testemunha teria sido obrigada a dar fuga ao criminoso, de Presidente Prudente para Bataguassu (MS). A testemunha disse à polícia que o rapaz que se dizia assassino da jornalista usava arma da baixa potência, um revólver calibre 32 em mau estado de conservação, e a coronha estava amarrada com fita isolante. Galindo acredita que o suposto autor do crime seja uma pessoa da região, por conhecer as vias secundárias, inclusive atalhos utilizados enquanto esteve com o Fiat Uno da jornalista e mesmo quando exigiu que fosse levado a Bataguassu. Durante a viagem, o rapaz falou para o autônomo Fábio César Padoves que procedia de uma favela de São Paulo, era um bandido perigoso e teria se deslocado a Prudente para matar uma importante pessoa de jornal. "Acreditamos que o autor tenha inventado esta história para intimidar o motorista e dissuadi-lo de uma possível reação. O motorista é um homem alto e forte, enquanto o provável criminoso é franzino", disse o delegado. Melyssa era repórter de cultura do Jornal Oeste Notícias, formada em Jornalismo em 2001 pela Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente. Antes de ingressar no Oeste Notícias, em agosto do ano passado, prestou assessoria de Imprensa à Faculdade de Informática da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista).

Agencia Estado,

04 Junho 2003 | 18h44

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