Polícia apreende bens de suspeitos da máfia das próteses no RS

Documentos de cinco médicos, três advogados e da mulher de um dos médicos foram recolhidos

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2015 | 20h25

PORTO ALEGRE - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em consultórios, residências e sedes de empresas de suspeitos de participação na chamada máfia das próteses nesta quinta-feira, 15, em Porto Alegre, Gravataí, Canoas, Pelotas e Rio Grande. 

Foram sequestrados imóveis como garantia para futuras indenizações, caso haja condenações, e recolhidos computadores, documentos, fichas de pacientes, laudos e agendas de consultas para auxiliar as investigações.

O caso já vinha sendo apurado pela polícia gaúcha há seis meses, desde que a Procuradoria-Geral do Estado percebeu que, entre os pedidos de liminares encaminhados à Justiça para implantação urgente de próteses, havia alguns que continham coincidências como as de terem sido feitos pelo mesmo grupo de advogados, com laudos dos mesmos médicos e preços exorbitantes a serem pagos sempre às mesmas distribuidoras. 

A suspeita ampliou-se no dia 4 de janeiro, quando uma matéria do programa Fantástico, da Rede Globo, flagrou cobranças superfaturadas e intervenções cirúrgicas desnecessárias.

Na operação desta quinta-feira, a polícia apreendeu documentos de cinco médicos, três advogados e da mulher de um dos médicos. Também confirmou que pelo menos três médicos atendiam em alguns dias do mês em Pelotas ou Rio Grande, na zona sul do Estado, de onde encaminhavam pacientes para as cirurgias que faziam em hospitais da região metropolitana de Porto Alegre.

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