Polícia do Paraguai
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Polícia apura se morto no Paraguai fez roubos em SP

Suspeito foi alvejado pela Polícia Federal após cruzar fronteira; enterro aconteceu em Campinas, onde houve assalto semelhante

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 07h41

SOROCABA - A Polícia Civil de Campinas investiga se o homem de 36 anos morto em confronto com a Polícia Federal (PF) após o assalto à empresa Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai, tem ligação com a quadrilha que assaltou empresas de valores no interior de São Paulo. O suspeito, Sérgio Miguel da Silva, morava e tinha familiares em Campinas, cidade onde o corpo foi sepultado no sábado.

A quadrilha responsável pelo roubo no Paraguai, no último dia 24, agiu nos mesmos moldes do bando que assaltou a Protege, em março de 2016, e a Prosegur, em novembro de 2015, ambas em Campinas. Houve indícios de que as ações foram organizadas pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Silva e dois comparsas foram mortos após cruzarem a fronteira de barco e serem perseguidos pela polícia em Itaipulândia, no Paraná. Segundo a PF, ele integrava a quadrilha com cerca de 50 homens que matou um policial paraguaio, explodiu a Prosegur e fugiu com malotes com US$ 11,7 milhões – cerca de R$ 37 milhões.

José Carlos Fernandes, da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, disse ter feito contato com a força-tarefa que atua no caso do Paraguai para apurar se há ligação entre os ataques.

Prisões. No sábado, dois paraguaios foram presos em Ciudad del Este pela polícia local, por suspeita de participarem do megarroubo.

Um dos detidos já tinha dez ordens de busca e captura no país por assaltos a empresas de transporte de valores, além de antecedentes por roubos em bancos e a caixas eletrônicos. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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