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Polícia confirma que professor morto no interior de Minas não era assaltante

Rene Moreira - Especial para O Estado

25 Fevereiro 2014 | 18h 44

Para delegado, tiro que matou Silmar Júnior Madeira, de 31 anos, pode ter partido de bandidos

FRANCA - As Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais descartaram que o professor Silmar Júnior Madeira, de 31 anos, tivesse ligação com a quadrilha que atacava caixas eletrônicos nos dois Estados. Madeira foi assassinado durante uma operação policial que resultou em nove mortos em Itamonte, no interior de Minas Gerais, neste fim de semana.

Para o delegado do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Ruy Ferraz Fontes, o tiro que matou o professor pode ter partido dos bandidos. Segundo ele, a vítima foi atingida nas costas, um sinal de que pode não ter sido policiais que o mataram. Exames periciais que ainda não ficaram prontos vão ajudar nas investigações.

O professor foi feito refém por um bandido quando deixava a casa da namorada em Itamonte, no sábado, 22. Na fuga, teria sido usado como escudo pelo assaltante que estava em seu carro. Os dois foram mortos. De acordo com o delegado, as mortes teriam acontecido durante um intenso tiroteio em uma estrada escura, o que dificultava a visão dos policiais.

Madeira morava em Itanhandu, no interior de Minas, e a família disse estar aliviada com o reconhecimento da polícia. "Isso não vai trazê-lo de volta, mas pelo menos ele não ficará conhecido como bandido", disse Adélia Madeira, a mãe do professor. Ela contou que o filho, além de trabalhar em uma empresa de segurança, era coordenador de uma escola e ainda lecionava em outra. Ele deixou duas filhas. Na noite desta segunda-feira, 24, amigos fizeram uma corrente de oração em uma das escolas que ele trabalhava.