Reprodução/Polícia Civil do Rio
Reprodução/Polícia Civil do Rio

Polícia divulga retrato falado de suspeito de arrastão em hotel no Rio

Quinze turistas tiveram bens roubados por quatro bandidos fortemente armados durante madrugada

Tiago Rogero, estadão.com.br

18 Julho 2011 | 19h11

RIO - A Polícia Civil divulgou na tarde desta segunda-feira, 18, o retrato falado de um dos suspeitos de participação no assalto ao Hotel Santa Teresa, no centro do Rio. Quinze turistas, entre brasileiros, espanhóis, americanos e holandeses, que estavam hospedados no local tiveram seus bens roubados por quatro bandidos durante um arrastão na madrugada.

 

Fortemente armados, os criminosos invadiram a hospedaria, na Rua Almirante Alexandrino, por volta das 3h20. Eles pularam o muro durante a troca turno dos seguranças. Segundo a polícia, eles roubaram joias, dinheiro, computadores, celulares e um carro. Nenhum hóspede ficou ferido.

 

O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar da Praça da Harmonia, coronel Edílson de Moraes Filho, disse que testemunhas ouvidas pela polícia reconheceram um ex-funcionário do estabelecimento entre os assaltantes.

 

O porteiro do prédio ao lado, que pediu para não ser identificado, viu toda a movimentação dos criminosos. Segundo ele, enquanto quatro pularam o muro, um quinto suspeito ficou aguardando em frente ao hotel, fingindo que falava ao celular. "Ouvimos as vítimas e funcionários do hotel. Sabemos de quatro criminosos que entraram, mas não podemos descartar hipóteses. Se há um quinto elemento, isso será apurado", disse a titular da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), Renata Teixeira.

 

O luxuoso hotel é o mesmo em que a cantora inglesa Amy Winehouse se hospedou em janeiro. Segundo o Santa Teresa, a ocupação estava completa para o final de semana. São 44 quartos, mas não foi informado o número exato de hóspedes. As diárias custam entre R$ 750 e R$ 2.800.

 

À tarde, a Polícia Militar aumentou o policiamento na região de Santa Teresa. Segundo nota da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o secretário José Mariano Beltrame lamentou o crime no hotel e informou que "o antigo Hospital Quarto Centenário, que foi cedido pela prefeitura ao governo do Estado, será usado como sede de algumas unidades da Polícia Militar."

 

Preocupação. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, o assalto acendeu um "sinal amarelo" na rede hoteleira carioca. "Temia que todo o esforço para garantir a segurança no Rio pudesse sofrer um retrocesso, mas acho que a polícia foi rápida no atendimento às vítimas. Agora temos de nos unir para dar apoio a estas pessoas, algumas tiveram inclusive os passaportes roubados", disse Lopes. / COLABORARAM MARCELA GONSALVES E PEDRO DANTAS. 

 

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