Polícia do Rio já ouviu 38 pessoas sobre menino desaparecido em tiroteio

Juan de Moraes sumiu há onze dias após troca de tiros entre policiais e traficantes

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

01 Julho 2011 | 20h11

RIO - A Polícia Civil já interrogou 38 pessoas a respeito do desaparecimento do estudante Juan de Moraes, de 11 anos, que sumiu após uma troca de tiros entre policiais e traficantes em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Três cães farejadores auxiliaram a polícia nas buscas, em locais perto de onde ele morava, mas nada foi encontrado. Nesta sexta-feira, 1, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, prometeu punição "exemplar" para os autores do crime.

 

"O meu compromisso é de que nós precisamos dar uma resposta à sociedade e deixar aqui muito claro que se, por ventura, houver a participação de um servidor público, será exemplarmente punido, como nós viemos fazendo até agora", disse Beltrame, em entrevista à Rede Globo.

 

Hoje, onze dias depois do desaparecimento do menino, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, deu entrevista coletiva para refutar críticas de que estaria havendo demoras na investigação. Além de ter interrogado testemunhas e suspeitos, foram feitas coleta de material genético e perícia nas armas apreendidas com os policiais, que participaram da operação, afirmou.

 

A família de Juan, inclusive o irmão dele, de 14 anos, que também foi baleado na operação, foi incluída no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, da Secretaria de Estado de Assistência Social.

 

 

De acordo com a delegada Martha Rocha, Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, outro baleado na operação policial, continua sob investigação e vai responder por tentativa de homicídio contra policiais militares. Ele é acusado de ser traficante. A família nega e diz que ele também foi vítima. Wanderson não tem antecedentes criminais.

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