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Reprodução/Google Street View

Polícia do Rio tenta identificar supostas vítimas do Baleia Azul

Adolescentes teriam recebido mensagens de 'curadores' do grupo, mas não teriam começado as 'fases' da brincadeira; jogo incentiva o suicídio

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Constança Rezende ,
O Estado de S. Paulo

17 Abril 2017 | 19h35

RIO - A Polícia Civil fluminense tenta identificar três supostas vítimas do Baleia Azul, jogo que incentiva pela internet jovens a cometer suicídio, e busca localizar responsáveis pelas tentativas de aliciá-las. Os adolescentes teriam recebido mensagens de "curadores" do grupo, mas não teriam começado as "fases" da brincadeira. Elas incluem ordens para que o participante assista a filmes de horror de madrugada, mutile o próprio corpo e caminhe em locais perigosos, como o topo de prédios altos. Tirar a própria vida é o "desafio" final, segundo denúncias.

As investigações sobre o jogo do Rio foram iniciadas há cerca de duas semanas por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI). Pelo menos quatro testemunhas já foram ouvidas pela delegada Fernanda Fernandes, responsável pelo caso.

Segundo a policial, a chegada do jogo ao Rio foi comprovada na semana passada, quando a mãe de uma adolescente foi à delegacia relatar que a filha teria recebido mensagens do grupo. De acordo com Fernanda, a menina não chegou a entrar no jogo, mas foi identificada como uma "vítima em potencial". Indícios de outros casos também chegaram à delegacia, mas ainda estão em fase de identificação. 

"Nós estamos fazendo um trabalho de prevenção. Queremos chegar às vítimas, rastrear a atuação do grupo e evitar que haja algum caso de morte. Estamos lutando contra o tempo", disse a delegada.

Em Vila Rica, cidade a 1.276 km de Cuiabá (MT), a Polícia Civil investiga se a morte de uma estudante de 16 anos teria a ver com o jogo. O corpo da adolescente foi encontrado sem vida no fundo de uma represa. A polícia suspeita que a morte tenha ligação com o grupo porque teria sido encontrado um código escrito no braço da adolescente. 

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