Polícia faz blitz em cidades dominadas por família de bandidos

Cerca de 350 policiais civis, entre eles homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), fizeram blitz em cidades do Sul do Estado marcadas por sucessivos atos violentos de membros de uma mesma família (Avelino). A operação, que durou cinco horas e terminou esta madrugada, foi feita com a intenção de dar um "choque de segurança" na região, segundo informou o chefe de gabinete da Polícia Civil, delegado Pedro Paulo Pinho. Apesar de todo o aparato, somente uma pessoa foi presa armada em Paraíba do Sul e não era da família Avelino. A blitz se estendeu pelas cidades de Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes, Paraíba do Sul e Três Rios. Os policiais revistaram motoristas, pedestres e pessoas que estavam em bares e casas noturnas. Para Pinho, a operação não fracassou, apesar de apenas um suspeito ter sido detido. "Não pretendíamos cumprir mandados, nesse horário não é nem permitido. Queríamos mostrar para quem se diz dessa região, quem se acha dono dessas cidades, que o Estado tem polícia", justificou. O recado era para a família Avelino, conhecida por seus atos de violência na região. O último deles ocorreu há 20 dias, quando o arquiteto carioca Rodolfo Gigante Iannuzzi, de 26 anos, foi assassinado com quatro tiros à queima-roupa numa festa em Miguel Pereira. O acusado do crime é Joubert Eduardo de Souza, de 22, integrante da família Avelino. Ianuzzi conversava com uma ex-namorada de Souza num baile à fantasia. O rapaz aproximou-se do arquiteto, deu um soco no rosto de Ianuzzi, disparou dois tiros no abdome e outros dois na cabeça. Ele ainda atirou a esmo, atingindo duas moças que estavam na festa. Souza está foragido, foi denunciado pelo Ministério Público e teve a prisão preventiva decretada. O Disque-Denúncia oferece R$ 30 mil por quem tiver informações sobre o seu paradeiro. "Temos indícios de que ele está fora do Rio, mas a Delegacia de Homicídios está investigando", disse Pinho.

Agencia Estado,

08 Dezembro 2002 | 16h55

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