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Polícia Federal ainda procura quatro envolvidos em fraude da Mega-Sena

Lailton Costa - Especial para o Estado

19 Janeiro 2014 | 19h 05

Desvio de R$ 73 milhões foi considerado a maior fraude da história da Caixa; dois estão presos

Palmas - A Polícia Federal está à procura mais quatro envolvidos na no desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal. E busca identificar os titulares de aproximadamente 200 contas suspeitas de terem movimentado o recurso desviado a partir da agência do banco público de Tocantinópolis (TO). O crime é condiderado pela Caixa como a maior fraude a que o banco já foi alvo.

O delegado federal Omar Pepow, responsável pela investigação, afirma que além dos quatro mandados abertos contra suspeitos em Goiás, São Paulo e Maranhão outros pedidos de prisão devem surgir a partir da identificação dos titulares de 200 contas que movimentaram recursos do golpe em valores menores.

Segundo o delegado, a partir da quebra do sigilo bancário, a CEF já identificou até o 12º nível de transações bancárias do recurso. Destas contas, aquelas que receberam valores entre R$ 350 mil e R$ 3,5 milhões serão o alvo da apuração nesta nova fase.

Pepow alerta, porém, que pode haver dificuldades em realizar novas prisões. Ele acredita que há pessoas e empresas fictícias na história. "É uma quadrilha que atua no País inteiro e é preciso superar sutilezas como empresas fantasmas e o que é personagem fictício ou não", disse. O delegado lembrou que o titular da primeira conta, aberta em Tocantinópolis para receber os R$ 73 milhões do falso bilhete premiado da Mega-Sena, usou certidão de nascimento e identidade falsas.

Recursos. Ele também acredita que os advogados dos envolvidos devem tentar a revogação dos mandados de prisão, o que pode impedir novas detenções.

Entre os alvos está um suposto procurador de uma empresa transportadora com endereço em São Luiz (MA). De acordo com o delegado, em uma conta em nome dessa empresa teriam transitado R$ 42 milhões do dinheiro do golpe. "Sabemos o endereço e o CNPJ da empresa, mas ainda investigamos se esse procurador não é falso, se a empresa realmente existe e se os proprietários estão envolvidos", ressalva.

O delegado disse que os procurados foram identificados durante a investigação iniciada assim que a CEF detectou a fraude e acionou a corporação. A apuração revelou que estes cinco suspeitos alvos na deflagração da Operação Éskhara tramaram a fraude em encontros nas cidades de Imperatriz e Estreito, no Maranhão, e participaram da abertura da conta na agência da CEF em Tocantinópolis onde foi depositado o prêmio do falso bilhete da Mega-Sena.

Até a tarde deste domingo estavam presos somente o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) e o gerente-geral da Caixa em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento.

O suplente, preso desde sábado na Casa de Prisão Provisória de Araguaína, a 368 km de Palmas, nada revelou em seu depoimento. Ele optou por permanecer em silêncio, segundo o delegado.