Polícia indicia pai, madrasta e assistente social por morte de Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, morava em Três Passos (RS) e foi encontrado morto em um matagal em Frederico Westphalen, no norte do estado no dia 14 de Abril

Elder Ogliari , O Estado de S.Paulo

13 Maio 2014 | 14h47

PORTO ALEGRE - A Polícia Civil indiciou o médico Leandro Boldrini, a enfermeira Graciele Ugolini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, meio insidioso, dissimulação e uso de recurso que impossibilitou defesa da vítima e ocultação de cadáver, ao final do inquérito que investigou a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, nesta terça-feira, 13.

Os investigadores entenderam que Boldrini, pai da criança, e Graciele, madrasta, arquitetaram o crime e também a história que os deixaria impunes. Também acusaram o casal de prometer e pagar recompensa e Edelvânia de aceitar dinheiro para participar do plano. As delegadas de Três Passos, onde a família residia, darão entrevista coletiva à imprensa na tarde deste terça-feira. As policiais devem revelar os detalhes ainda desconhecidos, como a motivação e a participação de cada um no planejamento, execução e ocultação do crime.

Pela manhã, centenas de moradores de Três Passos participaram de uma passeata para pedir justiça no caso do assassinato de Bernardo.Eles levavam cartazes com fotos do menino e a palavra "justiça". Eles se deslocaram da praça central para o fórum, onde cantaram o hino nacional, e de lá foram para a frente da casa na qual a família de Bernardo vivia.

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