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Polícia investiga morte durante cirurgia de redução do estômago no ES

Cintia Bringhenti - Especial para o Estado de S. Paulo

06 Setembro 2012 | 18h 51

Ramiely Jordão, de 27 anos, morreu na terça-feira em um hospital particular de Cachoeiro de Itapemirim

ESPÍRITO SANTO - A Polícia Civil entregou nesta quinta-feira, 6, um ofício ao Conselho Regional de Medicina (CRM), solicitando que o órgão ajude nas investigações da morte da jovem Ramiely Jordão, 27, durante uma cirurgia de redução de estômago. O procedimento foi realizado na terça-feira, 4, em um hospital particular no município de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A família de Ramiely registrou um boletim de ocorrência.

Uma junta médica será formada para analisar o caso. Entretanto, segundo o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cachoeiro de Itapemirim, delegado Guilherme Eugênio, a morte da jovem não implica responsabilidade penal. ""Isso só vai ocorrer se a equipe médica agiu com imprudência ou má conduta", afirmou.

O médico responsável pela cirurgia - que não será identificado, pois o caso está sob investigação - afirmou que a jovem se preparou por seis meses, com a realização de todos os exames pré-operatórios, que não indicaram problemas de saúde. Ele disse ainda que a causa da morte foi uma lesão em uma das artérias da vítima, e que a complicação poderia ter acontecido com qualquer outro tipo de cirurgia.

De acordo com o delegado, a família da jovem desistiu de solicitar o laudo do serviço médico legal, já que as condições da morte dispensam o exame. "O laudo médico só é utilizado para mortes violentas, o que não é o caso de Ramiely", destacou o delegado.

O corpo da jovem foi sepultado na manhã desta quarta-feira, na localidade de Itaoca, em Itapemirim, na região Sul, onde ela morava. O Estadão tentou contato com a assessoria de comunicação do CRM, sem sucesso.