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Polícia Militar desiste de greve na Bahia e STF decide se solta líder

Nivaldo Souza, Heliana Frazão e Antonio Carlos Garcia - especiais para O Estado de S. Paulo

19 Abril 2014 | 19h 37

Decisão foi tomada para não prejudicar defesa de vereador preso pela Polícia Federal; Joaquim Barbosa deve decidir habeas corpus

SALVADOR - Os policiais militares da Bahia desistiram de retomar a greve após a prisão do líder da paralisação, o vereador Marco Prisco (PSDB), de Salvador. O objetivo é não prejudicar a defesa de Prisco, que entrou neste sábado, 19, em Brasília com um pedido de habeas corpus para libertá-lo.

O recuo foi decidido depois de uma reunião de lideranças de seis associações e do deputado estadual e capitão da PM Tadeu Fernandes (PSB), que assumiu o comando do movimento após prisão de Prisco. Fernandes se reuniu com a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça e pré-candidata ao Senado pelo PSB na Bahia, Eliana Calmon, que os orientou juridicamente e mostrou que uma nova greve prejudicaria Prisco.

À tarde, o pedido da defesa foi examinado pelo desembargador José Amílcar Machado, que estava de plantão no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. Ele decidiu remeter o caso ao Supremo Tribunal Federal. É o ministro Joaquim Barbosa, que deve analisar o pedido de liminar para soltar o vereador.

Prisco teve a prisão decretada no dia 15 pela Justiça Federal a pedido da Procuradoria da República. Detido na sexta-feira pela Polícia Federal, ele foi levado para o presídio da Papuda, em Brasília. Para a procuradoria - que o denunciara em 2013 por causa da greve da PM de 2012 -, ao fomentar a nova paralisação, o vereador "apostou no terror" e voltou a promover desordens, cometendo os mesmos delitos. Assim, a prisão era necessária para garantir a ordem pública.

Atração. Salvador viveu neste sábado um dia com patrulhamento da Polícia Militar, da Força Nacional de Segurança e do Exército. Integrantes das tropas federais rondaram pontos turísticos da cidade, como o Pelourinho e a Avenida Oceânica, perto do Farol da Barra. Turistas chegaram a tiros fotos com soldados do Exército.

Na sexta à noite, a prisão de Prisco havia feito com que cerca de 200 PMs se reunissem em frente ao prédio da Câmara. Eles queriam reiniciar a greve, mas foram desaconselhados pelos líderes da Associação dos Policiais Militares, Bombeiros e seu Familiares (Aspra), da qual Prisco é presidente. "O clima não está mais para greve. A população já foi suficientemente prejudicada, nós firmamos um acordo com o governo e estamos dialogando", disse o vice-presidente da Aspa, Fábio Brito.

Em Feira de Santana, os PMs se aquartelaram na sexta. Com isso, o transporte público foi suspenso. Neste sábado, tropas do Exército foram deslocadas para a cidade. À tarde, os policiais decidiram voltar ao trabalho, após uma assembleia com a presença do coronel Aldemário Xavier, do Comando Regional Leste.

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