Polícia prende terceiro suspeito de chacina em Guaíra

Outros dois acusados foram presos nas últimas semanas; crime deixou 15 mortos e oito feridos

Evandro Fadel, de O Estado de S.Paulo,

25 Outubro 2008 | 13h14

A polícia paranaense prendeu, na noite de sexta-feira, 24, em Itaquiraí (MS), o terceiro acusado da chacina ocorrida no dia 22 de setembro, em Guaíra, no oeste do Paraná, que deixou 15 mortos e oito feridos. Fabiano Alves de Andrade, de 24 anos, estava em uma praça da cidade e, de acordo com a polícia, reagiu à prisão. Na manhã deste sábado, 25, ele chegou a Cascavel, no oeste paranaense, onde estão os outros dois presos.   Veja também: A crônica da chacina em Guaíra Galeria traz fotos de Guaíra  Ouça o relato do repórter Bruno Paes Manso  Ouça o relato do fotógrafo Tiago Queiroz  Todas as notícias sobre a chacina      Andrade deveria ser ouvido à tarde pelo Núcleo de Repressão ao Crime Organizado. Para a polícia, agora só falta encontrar as armas utilizadas no crime - um revólver calibre 30, uma espingarda calibre 12 e cartucheiras.   Segundo a polícia, Andrade já cumpriu pena por homicídio em Maringá. Durante as investigações, a polícia chegou a citar os nomes de outros suspeitos. Dois deles apresentaram-se espontaneamente à polícia, mas como a ligação deles com o crime não foi comprovada acabaram liberados. O primeiro preso foi Jair Corrêa, de 52 anos, que estava em Rosana, no interior de São Paulo. Ele tinha ido de barco de Itaquiraí até aquele cidade, de onde pretendia viajar a São Paulo. Ele é acusado de ser o mentor do crime.   No início desta semana, os policiais prenderam Ademar Fernando Luiz, de 27 anos, que também tinha saído de Itaquiraí e estava trabalhando como pedreiro em Lucas do Rio Verde (MT). De acordo com a polícia, ambos confessaram a participação na chacina. Segundo as investigações, a princípio deveriam ser mortos apenas quatro pessoas que teriam participado da morte de Dirceu Pereira de França, enteado de Corrêa, ocorrida cerca de 20 dias antes, em razão de acerto sobre o tráfico de drogas.   No entanto, Corrêa teria tirado um capuz e acabou reconhecido por outras pessoas que chegavam ao local. Como eles estavam embriagados, acabaram matando quem aparecia. O próprio Corrêa teria preparado a fuga, com alimentos e um barco preparado às margens do Lago Itaipu. Eles teriam se dirigido primeiramente para o Paraguai e, depois, para Itaquiraí, onde se separaram. A chacina aconteceu em uma chácara em Guaíra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.