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Polícia recaptura 37 presos no Recife; 40 ainda estão foragidos

Detentos escaparam de duas unidades em menos de uma semana; explosão levou pânico para casas da vizinhança

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Monica Bernardes,
Especial para o Estado

24 Janeiro 2016 | 17h13

RECIFE - Quase 24 horas depois da segunda fuga em massa registrada em unidades prisionais do Estado de Pernambuco, em quatro dias, a Secretaria Executiva de Ressocialização divulgou uma nota oficial informando a recaptura de 37 dos 40 detentos que escaparam, no sábado, 23, do Complexo Penitenciário do Curado, na zona oeste do Recife.  Dois presos morreram e um está foragido.

A Polícia Militar ainda trabalha para recapturar o último detento desta unidade e outros 39 que haviam fugido, na quinta-feira passada, 21 , da Penitenciária Barreto Campelo, localizada na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. 

No fim de semana, o clima nos bairros próximos ao Complexo Penitenciário do Curado ainda era muito tenso. Moradores relataram que durante a fuga várias casas foram invadidas pelos presos, que chegaram a fazer reféns.

"Estamos todos desesperados. Não temos segurança alguma. Vem alguém, explode um muro e a vida de centenas de famílias fica nas mãos de marginais que deveriam estar isolados", lamentou a professora aposentada Aloce Farias, 63. Ela reside a pouco mais de 700 metros da rua onde está localizado o muro que foi explodido para facilitar a fuga dos detentos. 

A linha do Metro que atende a região voltou a funcionar neste domingo, 24. No dia anterior, logo após a fuga em massa, a operação do ramal foi suspensa depois que alguns presos tentaram embarcar nos trens para fugir da região. Houve troca de tiros em pelo menos duas estações, deixando os usuários apavorados. 

Danos. O impacto da explosão na unidade do Curado danificou quatro casas situadas no entorno da unidade.  Segundo informações de agentes penitenciários, no momento da fuga, a guarita 6 estava sem vigilância da Polícia Militar. “Das oito guaritas, somente quatro estavam ocupadas.

Apenas sete agentes faziam a segurança do presídio junto a quase dois mil homens”, disse o presidente do Sindicato dos Agentes, João Carvalho. Segundo ele, o estado tem 1.553 agentes, quando seriam necessários pelo menos 4,5 mil. Apesar da tensão no local, a Secretaria de Ressocialização decidiu manter a visita dos parentes dos presos que acontece aos domingos. 

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