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Policial algema, agride e mata namorada, em seguida tenta suicídio

Julio Cesar Lima - Especial para O Estado

24 Abril 2014 | 20h 23

Paola Natália Cardoso, de 23 anos, tinha um filho de um relacionamento anterior e estudava na Universidade Federal do Paraná; justiça decretou prisão preventiva

CURITIBA - O policial civil Napoleão Seki Júnior, de 38 anos, é acusado de agredir, algemar e matar a namorada, Paola Natália Cardoso, de 23 anos, na tarde desta quinta-feira, 24, na esquina da Rua Sete de Abril com a Rua Reinaldino S. de Quadros, no bairro Alto da XV, próximo do centro de Curitiba. Depois do crime, ele tentou se matar. Em estado grave, o agressor por uma cirurgia no Hospital Cajuru.

Uma testemunha que estava em um carro que passava pelo local gravou em vídeo toda a cena do crime. Logo após disparar quatro tiros contra Paola, que morreu na hora, Napoleão atirou contra o próprio maxilar. O projétil ficou alojado em sua cabeça. Em seguida, ele foi socorrido e levado para o hospital.

Um primeiro boletim médico indicou que o policial, mesmo que sobreviva, perderá a visão do olho esquerdo.

O assassinato está sendo investigado pela Delegacia da Mulher, mas a Justiça já decretou a prisão preventiva do policial e havia dois policiais militares no hospital para prendê-lo.

Segundo testemunhas, o casal discutiu muito antes do crime. Uma dessas testemunhas afirmou que Paola estava em um Celta e foi tirada do carro pelo namorado. Em seguida, foi algemada no meio da rua.

Nesse momento, segundo relato de um pedestre que também presenciou a cena, um rapaz que passava pela rua tentou intervir, quando Paola já estava algemada. Ela chegou a escapar e correr pela rua, mas logo Seki Júnior mandou o jovem ficar quieto, argumentando que estava armado.

Veja o vídeo do momento em que o policial algemava a namorada e ela pede para ele parar. A cena foi flagrada por uma testemunha e obtida pelo site Plantão 190:

Processo. Seki Júnior trabalha no Núcleo Jurídico da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná. Mesmo lotado na polícia estadual paranaense desde agosto de 2010, ele responde a um processo criminal em São Paulo, que ainda não foi julgado.

O delegado Rubens Recalcatti, que deve comandar as investigações, não quis levantar nenhuma hipótese para o caso, mas acredita que a origem do crime está resumida a uma briga de casal. "Talvez isso tenha ocorrido por uma briga de casal, e ele acabou cometendo o crime", disse Recalcatti.

Relacionamento. Minutos depois do assassinato, alguns familiares de Paola chegaram ao local e comentaram que os dois namoravam havia um ano. Segundo os parentes, eles brigavam constantemente e passaram a morar juntos havia pouco mais de uma semana.

As imagens das câmeras da rua foram solicitadas pela Delegacia da Mulher, que também pediu o vídeo feito pela testemunha. A polícia também investiga a utilização de arma e algemas da corporação policial.

Paola, que era filha única, tinha um filho de um ano e três meses de um relacionamento anterior e estudava na Universidade Federal do Paraná.

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