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Por causa das chuvas, Rondônia interrompe recebimento de soja

No Acre, gabinete do governador estuda possibilidade de decretar estado de emergência

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Itaan Arruda,
Especial para O Estado

26 Fevereiro 2014 | 19h16

RIO BRANCO - O governador de Rondônia, Confúcio Moura, já solicitou que Mato Grosso não envie mais carregamento de soja para Porto Velho. O Porto Público, utilizado como modal para escoar a produção para o Amazonas, já foi interditado em função da histórica cheia do Rio Madeira. A última medição feita na tarde desta quarta-feira, 26, registrou 18,55 metros.

A expectativa dos técnicos da Defesa Civil Nacional é que na segunda-feira, 3, o nível das águas alcance 19,10 metros. A previsão é de mais chuva para a região. Caso isso ocorra, o trânsito na BR-364 deve ser fechado, inclusive para os comboios que, por enquanto, evitam uma crise de abastecimento no Acre. A estrada é o único meio rodoviário de ligação do Acre com as demais regiões do País.

O atual nível das águas do Madeira justificariam, às autoridades rondonieneses, a decretação de estado de calamidade pública. Isso só não ocorreu ainda porque, tecnicamente, o estado de calamidade exige que se tenha morte ou epidemia relacionada ao fenômeno natural. Essa informação foi repassada nesta terça-feira, 25, durante agenda do ministro da Integração nacional, Francisco Teixeira, em Porto Velho.

Já o gabinete civil do governo do Acre avalia a possibilidade de decretar estado de emergência. Essa situação permitiria ao Acre comercializar com o Peru produtos básicos para abastecimento.

"É possível encontrar trigo, por exemplo, a menos de mil e quinhentos quilômetros de Rio Branco, no Peru, enquanto atualmente a comercialização ocorre a mais de três mil", compara o presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão.

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