FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Tiroteios em Copacabana e Rocinha deixam três mortos

Porteiro foi atingido por granada quando saía do local de trabalho; assustada com troca de tiros, mulher teve mal súbito e jovem foi baleado por policiais

Fábio Grellet e Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2017 | 16h58

RIO - A quarta-feira, 28, foi marcada pela violência na zona sul do Rio. Três pessoas morreram durante confrontos entre policiais militares e criminosos em favelas da região. No morro Pavão-Pavãozinho, encravado no bairro de Copacabana, um homem morreu após ser atingido por estilhaços de uma granada. A poucos quilômetros dali, na Rocinha, ao lado do bairro de São Conrado, um jovem morreu baleado durante troca de tiros.

O porteiro Fábio Franco de Alcântara, que trabalhava em um prédio de Copacabana, morreu atingido por estilhaços de uma granada durante um confronto entre policiais militares e criminosos pela manhã, na entrada da favela Pavão-Pavãozinho. Outras cinco pessoas ficaram feridas. O túnel que liga as ruas Barata Ribeiro à Raul Pompeia foi interditado. O trânsito também foi interrompido nas ruas Raul Pompeia e Sá Ferreira e o comércio baixou as portas. Houve pânico nas imediações da favela. No início da tarde, moradores fizeram um protesto pela morte do porteiro.

Segundo a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, policiais militares dessa unidade faziam patrulhamento por uma região conhecida como Beco do Serafim quando foram atacados a tiros por criminosos. Os PMs revidaram e teve início o confronto, que chegou até a Ladeira Saint Roman, principal acesso à comunidade, situada na divisa entre Copacabana e Ipanema.

Dezenas de pessoas passavam pela ladeira, quando o tiroteio chegou a esse local. Fábio Franco de Alcântara, que trabalhava em um prédio da rua Sá Ferreira e morava no Pavão-Pavãozinho, tentou se proteger dentro de um bar na própria ladeira, junto com outras pessoas.

Alguém lançou uma granada, que explodiu em frente ao bar e cujos estilhaços atingiram o porteiro e outras pessoas. Pelo menos seis pessoas se feriram e foram encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon (zona sul). Alcântara acabou morrendo.

Segundo familiares, o porteiro havia encerrado seu turno de trabalho e seguia de volta para casa quando se deparou com o confronto. A carteira do porteiro sumiu, acusam os familiares. Moradores da favela fizeram protesto e o trânsito sofreu interdições na região da rua Sá Ferreira. A moradora Elisangela Gonçalves também morreu durante os tiroteios. Assustada com a troca de tiros, ela foi atendida numa unidade de Saúde da Família na favela e teve um mal súbito.

Na Rocinha, Marcos Paulo da Silva foi baleado por policiais da UPP. De acordo com a corporação, o rapaz foi encontrado com uma mochila em que havia arma e drogas. Moradores protestaram. Disseram que ele era trabalhador e não tinha envolvimento com o tráfico de drogas.

 

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