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Prefeito de Belo Horizonte diz que 'acidentes acontecem'

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 19h 55

Marcio Lacerda (PSB) decretou luto oficial na cidade por três dias e diz que responsabilidades serão apuradas

BELO HORIZONTE - No início da noite desta quinta-feira, 3, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), esteve no local em que um viaduto desabou na cidade, causando a morte de duas pessoas, e afirmou que "acidentes infelizmente acontecem". "Nós não gostaríamos que tivesse acontecido. Ontem estava comentando em uma reunião que nesses cinco anos de trabalhos na cidade não tivemos nenhum acidente grave", disse. 

Marcio Lacerda também considerou "normal" o trânsito sob o viaduto mesmo com a obra em andamento. "Até mesmo outros viadutos aqui tiveram seu tráfego liberado com o viaduto ainda em acabamento", disse.

O prefeito decretou luto oficial de três dias na cidade e afirmou que a obra ainda não havia sido entregue, mas que "certamente" houve "um erro". "A obra teve seu projeto acompanhado por nós. O projeto não foi feito pela Prefeitura. Foi feito pela empresa que ganhou uma licitação para isso, um empresa renomada, de muita tradição, de grande porte e de sucesso no mercado", declarou. "Houve um erro certamente, mas não quero avançar em hipóteses sobre isso. O levantamento e o inquérito vão apurar as responsabilidades", completou Lacerda.

Clayton de Souza/Estadão
Os trabalhos na avenida fazem parte das obras do Move, nome dado ao BRT (Bus Rapid Transit) na cidade, e é uma das duas vias de ligação entre o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana da capital, com o centro de Belo Horizonte

O prefeito não quis "aventar discussão sobre responsabilidades". "Esse é um momento de lamentar essas perdas, esses ferimentos. E naturalmente a cidade, o País aprenderem com essa lição", declarou Lacerda. Ele afirmou ainda que a prioridade no momento é retirar os escombros do local para liberar o trânsito na Avenida Pedro I, que teve todos seus acessos interditados após o desabamento. 

O Exército Brasileiro (EB) cedeu máquinas para ajudar a cortar o concreto e retirar os escombros do local, mas, até o meio da noite, não havia previsão de liberação das pistas.

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