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Prefeitura do Rio implode prédio na zona norte da cidade

Área nos arredores do Morro da Mangueira, onde havia uma fábrica abandonada, será usada para erguer 120 imóveis do programa federal Minha Casa, Minha Vida

RIO - A Prefeitura do Rio implodiu às 7 horas deste domingo, 24, a antiga fábrica de tecidos Companhia Lanifício Alto da Boavista, nos arredores do Morro da Mangueira, na zona norte da cidade. Em apenas 12 segundos, o imóvel, fechado há 17 anos, veio abaixo para dar lugar a 120 imóveis do programa federal Minha Casa, Minha Vida. No local serão erguidos seis blocos, com quatro apartamentos por andar para abrigar famílias com renda familiar mensal de R$ 1.600.

De acordo com a assessoria de Imprensa da Prefeitura, a participação da Secretaria Municipal de Habitação na construção dos imóveis será de aproximadamente R$ 14 milhões.

Por segurança, duas ruas foram interditadas e 200 famílias do Morro da Mangueira que moram a um raio de 150 metros do espaço da implosão deixam o local temporariamente para a detonação. A concessionária de trens Supervia e a Metrô Rio interromperam o serviço entre 6h e 7h30. Serão usados 100 kg de explosivos na detonação que produzirão aproximadamente 8.000 m³ de entulho (1.600 caçambas de entulho).

Prefeitura implode prédio no Rio
Fabio Motta/Estadão

A Prefeitura do Rio implodiu às 7 horas deste domingo, 24, a antiga fábrica de tecidos Companhia Lanifício Alto da Boavista, nos arredores do Morro da Mangueira, na zona norte da cidade

A Companhia Lanifício Alto da Boavista foi fundada pelo Comendador Levy Gasparian em 1953 e desativada em 1997. Na década de 1970, quando estava em seu apogeu e já tinha uma filial no interior do Estado (no local onde, em 1992, nasceu a cidade que leva o nome do empresário), empregou cerca de 1.400 pessoas. Nessa época, grande parte da produção de tecidos era voltada para a exportação.