Presidente critica situação de presos em Guantánamo

Na semana em que vai receber o americano Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff comparou a questão dos direitos humanos no Irã à prisão que os EUA mantêm em Guantánamo. "Se não concordo com o apedrejamento de mulheres, eu também não posso concordar com gente presa a vida inteira sem julgamento (na base de Guantánamo)", afirmou a presidente, em entrevista publicada ontem pelo jornal Valor Econômico.

, O Estado de S.Paulo

18 Março 2011 | 00h00

Dilma citou os direitos humanos ao comentar a visita de Obama ao País. Depois de afirmar que "o Brasil é um país que os EUA têm de olhar de forma muito circunstanciada" - pois é um caso único de detentor de reservas de petróleo sem conflitos armados e que respeita contratos e princípios democráticos -, a presidente disse que é preciso ter "perfeita consciência da questão dos direitos humanos".

"E isso vale para todos. Isso vale para o Irã, vale para os Estados Unidos e vale para o Brasil", salientou Dilma. A presidente ponderou que o Brasil também tem problemas, citando problemas no sistema carcerário.

Para Dilma, "o grande sumo disso tudo, o que fica, é a progressiva consciência de que o Brasil é um país que assumiu seu papel internacional e que pode, pelos seus vínculos históricos com os Estados Unidos e por estarmos na mesma região, ser um parceiro importantíssimo". A presidente destacou a importância de fechar "parcerias estratégicas" com os EUA, como a que será proposta na área de avaliação meteorológica e na formação de brasileiros no exterior. "Todos os países que deram um salto apostaram na formação de profissionais fora. Queremos parceria do governo americano em garantia de vagas nas melhores escolas."

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