Presidente dá largada amanhã a construção de submarinos

Dilma fará corte simbólico da primeira chapa da Seção de Qualificação do navio, que inicia série de 4 unidades do tipo Scórpene

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2011 | 00h00

A presidente Dilma Rousseff vai conhecer amanhã, no litoral fluminense, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, ProSub, um empreendimento avaliado em 6,7 bilhões.

Dilma vai fazer o corte simbólico da primeira chapa da Seção de Qualificação do navio, que inicia a série de quatro unidades do tipo Scórpene, de tecnologia francesa, os quais precedem o modelo pesado, de propulsão nuclear. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, "as duas plataformas são interdependentes. Para chegar à classe SN-Br, atômica, será preciso desenvolver os S-Br, que usam motores diesel-elétricos".

Cada Scórpene custa cerca de 400 milhões. As entregas começam em 2016. A chapa não vai fazer parte do submarino. Servirá para treinar pessoal e, depois, vai virar monumento.

A presidente visitará o enorme canteiro das obras de um novo estaleiro e nova base de operações em construção em Itaguaí, na baia de Sepetiba, ao lado das instalações da Nuclep, o complexo industrial da estatal Eletronuclear. Ela chega de helicóptero, às 16 horas. Ouve uma palestra de 20 minutos a respeito do ProSub e depois recebe de uma funcionária, soldadora, uma maquete do navio.

No local trabalham cerca de 9 mil pessoas. O consórcio liderado pela Odebrecht Defesa e Tecnologia, e integrado pelo estaleiro francês DCNS, está sob controle da Marinha brasileira, que detém o poder de veto por meio de uma golden share.

As seções 3 e 4, grandes anéis metálicos do casco do S-Br.1, estão na linha de produção de Cherbourg, onde trabalham juntos técnicos brasileiros e franceses, O início da integração entre partes executadas nos dois países está previsto para 2012.

O custo estimado de cada navio de propulsão atômica é de 550 milhões. O primeiro, mais caro, sairá por 2 bilhões, valor composto pelos custos de transferência de tecnologia e outras capacidades (como a de projetar os navios) por parte da DCNS.

O plano de longo prazo da Marinha, que se estende até 2047, contempla uma frota de 6 submarinos nucleares e mais 20 convencionais, 15 novos e 5 revitalizados. Com seus torpedos e mísseis, será a mais poderosa força dissuasória do continente.

O cronograma das obras civis estende-se até 2015. O pacote das construções bate em 1,8 bilhão. As áreas envolvidas somam 980 mil metros quadrados, dos quais 750 mil m² estão na água.

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