Preso mais um suspeito da morte de advogado em Itu

A Polícia Civil de Itu prendeu nesta quarta mais um suspeito de participação na morte do advogado Humberto da Silva Monteiro, assassinado com um tiro, no final de janeiro. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, apresentou-se acompanhado de um advogado e, depois de ser ouvido pelo delegado Nicolau Santarém, foi levado para a Cadeia Pública de Pilar do Sul, cidade da região. Outros cinco investigados pelo crime estão detidos em Itu. Em seu depoimento, o suspeito apresentou uma nova versão para o crime, acusando de ser o mandante o radialista Josué Dantas Filho, que dirigia o carro quando Monteiro foi assassinado. O veículo foi abordado na região central da cidade por dois homens em uma moto. Um deles fez 4 disparos e uma bala atingiu a cabeça do advogado. Dantas Filho disse que a versão é absurda e fantasiosa. Segundo ele, o autor da acusação é líder de torcida do Ituano Futebol Clube, equipe dirigida por Élio Aparecido de Oliveira Júnior, vice-prefeito de Itu, que também foi acusado de ser o mandante. "Estão acuados e tentam inverter a situação", disse. A polícia ainda procura outro suspeito, Nicéias Oliveira Brito, que teve a prisão temporária decretada e está foragido. Interesses "nebulosos" O vice-prefeito Oliveira Júnior, acusado pelo prefeito Herculano Passos Júnior de envolvimento na morte do advogado, divulgou nota dizendo que as denúncias têm fins "eleitoreiros" e interesses "nebulosos". Ele conta que o advogado atuou em vários processos na defesa dos seus interesses e do Ituano Futebol Clube, do qual é dirigente. "Não podendo aceitar que uma tragédia à qual condeno e repudio sirva a interesses anti-éticos e eleitoreiros, para difamar e denegrir a imagem de pessoa séria e honrada que sempre fui", diz a nota. O empresário afirma que já compareceu "de forma espontânea" à Polícia Civil para se colocar à disposição e contar os fatos que conhecia. "Consigno meu veemente repúdio à utilização de momentos trágicos para discursos eleitoreiros e indevida promoção de interesses subalternos, que têm como sustentação a mentira." A nota foi redigida em conjunto com o advogado do empresário, Laertes de Macedo Torrens.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2006 | 17h40

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