Presos libertam reféns e encerram motim no Maranhão

Motimo era um protesto dos detentos contra a suspensão de visitas desde o último sábado

Fabiana Marchezi e Ricardo Valota, estadao.com.br

03 Outubro 2007 | 14h52

Após negociações, no início da tarde desta quarta-feira, 3, os presos da Central de Custódia de Presos de Justiça de São Luís, no Maranhão, libertaram os dois últimos reféns e encerraram a rebelião que começou às 14 horas de terça-feira, 2.   Os agentes penitenciários Flávio Luís e Roberto Coaracy foram libertados ilesos. Assim como a diretora da unidade Ana Sílvia Rodrigues de Souza, que foi liberada nesta manhã. As negociação foram comandadas pelo Corregedor do Sistema Prisional do Estado segundo a Polícia Militar.   O motim na Casa de Custódia, que funciona dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o maior do Estado, era um protesto contra a suspensão de visitas desde o último sábado.   As visitas foram interrompidas por questões de segurança, já que apenas 30% dos agentes penitenciários estão trabalhando, por causa da greve. Os presos não aceitam reposição após o fim da paralisação.   No fim de semana, houve tumulto entre parentes, na porta da unidade, e entre presos, do lado de dentro. Na terça, deveria ter ocorrido a visita de crianças na unidade. Os reféns foram dominados quando foram verificar a informação de que haveria um túnel sendo escavado a partir de uma cela. Os três foram rendidos pelos detentos, que tomaram uma pistola e um revólver calibre 38 dos agentes.   Homens do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar cercaram o prédio, para evitar fugas. Também na terça, por volta das 22 horas, foram descobertos dois túneis, cavados pelos presos, dando acesso aos fundos do presídio.   Os policiais civis iniciaram a greve na quinta-feira e exigem aumento de 25%, melhoria nas condições de trabalho e contratação de pessoal. Várias reuniões entre policiais grevistas e a Secretaria da Segurança Pública já ocorreram, mas não houve um acordo.

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