Privatização é impopular

Apesar de todos os efeitos benéficos atribuídos às privatizações, elas se tornaram impopulares. Em 2007, uma pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pelo Estado, mostrou que 62% dos brasileiros eram contra a privatização de serviços públicos, e apenas 25% a aprovavam.

Fernando Dantas, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2010 | 00h00

A aprovação era ruim mesmo na telefonia, apesar do enorme salto de investimentos e de acesso a linhas fixas e a celulares depois da privatização em 1998.

O economista Armando Castelar, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atribui a impopularidade das privatizações à incapacidade dos tucanos de mostrar à população os benefícios. Para ele, as empresas privatizadas aumentaram os investimentos, inclusive em áreas de infraestrutura, como telefonia, eletricidade, rodovias e ferrovias: "Nas estradas com concessão, paga-se pedágio mas se morre muito menos".

Ele diz que o nível de emprego nas privatizadas, depois de queda inicial, é hoje bem maior; que elas pagam mais impostos e, por serem mais pressionadas pela sociedade, comportam-se melhor em termos ambientais.

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