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Processo que apura tragédia da boate Kiss tem 11 mil páginas

O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2014 | 15h 38

Incêndio que matou 242 pessoas completa um ano na segunda-feira, 27

SÃO PAULO - O processo que apura a tragédia na boate Kiss, que matou 242 pessoas e completa um ano na segunda-feira, 27, tem 11 mil páginas, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).

Na ação, quatro acusados respondem por homicídio tentado e consumado: os sócios da Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

A banda se apresentava no palco da boate no momento em que o fogo começou. A suspeita é a de que um sinalizador usado no show tenha atingido a espuma do teto, causando o incêndio.

Os réus tiveram a prisão temporária decretada no dia 31 de janeiro do ano passado e a preventiva em 1° de março. Em 29 de maio, no entanto, a 1ª Câmara Criminal do TJ-RS revogou a prisão e os quatro passaram a responder à Justiça em liberdade.

Atualmente, o processo está em fase de instrução (produção de provas e oitiva de testemunhas). Já foram realizadas 24 audiências e 92 sobreviventes foram ouvidos. A defesa de um dos réus solicitou a inquirição de mais 25 vítimas, o que ainda deverá ocorrer.

Depois disso, o magistrado passará a ouvir outras pessoas, como testemunhas e peritos.

A Defensoria Pública do Estado e a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria também ajuizaram uma ação coletiva indenizatória contra os sócios da boate, o Município de Santa Maria e o governo do Estado do Rio Grande do Sul. O processo ainda está aguardando a citação de todos os réus.

Relembre. Na próxima segunda-feira, 27, completa-se um ano do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Naquela madrugada, a danceteria sediava uma festa universitária quando o fogo tomou conta das dependências do estabelecimento, causando a morte de 242 pessoas e deixando mais de 600 feridas.