Antônio Leite Radicchi/Facebook
Antônio Leite Radicchi/Facebook

Professor da UFMG é morto a facadas dentro de ônibus em Belo Horizonte

Antônio Leite Alves Radicchi foi atacado por um homem que teria se desentendido com ele em um bar

Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2017 | 19h47

SÃO PAULO - Um professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi assassinado a facadas dentro de um ônibus que circulava pelo bairro Bonfim, na região noroeste de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, 13. Segundo a Polícia Militar, Antônio Leite Alves Radicchi, de 63 anos, chegou a ser socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Odilon Behrens, mas não resistiu aos ferimentos. Ele levou ao menos dez facadas.

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O agressor entrou no coletivo da linha 9805 (Santa Efigênia/Renascença) acompanhado da mulher e discutiu com Radicchi antes de atacá-lo. À polícia, o homem afirmou que o crime foi motivado por vingança. Os dois teriam se desentendido em um bar. O suspeito e a mulher foram presos. Ela disse que desceu do ônibus antes e que não participou do crime.

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A UFMG lamentou, em nota, a morte de Radicchi, que era docente da instituição desde 1980. O professor fazia parte do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da universidade.

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"(Radicchi) Desenvolveu pesquisas na área de saúde coletiva, atuando principalmente nos temas política de saúde, educação ambiental, educação médica, programa de saúde da família e saneamento básico", afirmou a UFMG.

 

Graduado em Medicina pela UFMG e doutor em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP), Radicchi foi chefe do Departamento de Medicina Preventiva e Social por dois mandatos, membro da Congregação da faculdade e coordenador do Centro de Extensão e do Internato em Saúde Coletiva, conhecido como Internato Rural. Além disso, era membro do Conselho Diretor do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescom).

A UFMG declarou que informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente.

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