Proporção faz apagão ganhar destaque na mídia argentina

Blecaute por falha de transmissão teria afetado 40 milhões de pessoas, três a mais que a população da Argentina

Ariel Palácios, correspondente de O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2009 | 14h49

O apagão no Brasil chamou a atenção da mídia argentina por sua magnitude, já que teria afetado 40 milhões de pessoas, número de habitantes superior à totalidade da população da Argentina, de 37 milhões. Jornais, agências de notícias e redes de TV de outros países também deram destaque significativo ao blecaute que atingiu 18 Estados brasileiros e o Paraguai.

 

Veja também:

linkApagão faz imprensa mundial questionar Copa e Olimpíada

linkNão faltou geração de energia nem linha, diz Lula sobre apagão

linkPaulo Bernardo nega relação entre apagão e mau tempo

forum 'Metrópole' quer saber: o que você fazia na hora do apagão?

lista Conheça o histórico dos grandes apagões brasileiros

mais imagens Imagens do blecaute que atingiu o Brasil

som Procon explica como proceder em caso de prejuízos

especialLeia a cobertura completa sobre o blecaute

 

O jornal portenho Crítica, que dedicou uma página inteira ao colapso elétrico brasileiro da noite da terça-feira, destacou que o déficit de 17 mil megawatts provocado pelo apagão quase equivale totalidade do consumo de toda a Argentina (cerca de 20 mil megawatts), além de ressaltar que nove estados brasileiros ficaram em completa escuridão.

 

O jornal Clarín também comentou o apagão, indicando que a falta de energia "deixou às escuras meio Brasil". Além disso, indicou que o apagão provocou "caos" no trânsito das grandes cidades brasileiras. No entanto, o jornal, que destaca as explicações "climáticas" do ministro Edison Lobão, deu mais destaque à visita da cantora Madonna ao Rio de Janeiro e sua intenção de visitas uma favela.

 

O jornal La Nación citou casos de "assaltos em massa" nos pontos de ônibus e estações de trens.

Mais conteúdo sobre:
apagao2009 repercussao Argentina energia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.