Quatro são presos pela morte de três pessoas em hospital de Sergipe

Vítima foi confundida pelos militares como um dos participantes de um tiroteio

Antônio Carlos Garcia,

30 Abril 2012 | 17h46

Aracaju - A Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro acusados de terem participado do assassinato de três pessoas no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, na sexta-feira à noite.

Já estão presos, o tenente da Polícia Militar, Genilson Alves de Souza, o soldado Jean Alves de Souza, Ginaldo Alves de Souza, e o agente de medida sócio-educativas, Ralf Souza Monteiro, respectivamente, irmãos e sobrinho do tenente. Eles estão sendo responsabilizados pelas mortes Márcio Alberto Silva Santos, 30, Cledson dos Santos, 21, e Adalberto Santos Silva, pois uma destas pessoas teria matado Jailson Alves de Souza, numa troca de tiros, no bairro Santa Gleide, zona oeste da capital.

A coordenadora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tereza Simony, disse que o tenente e soldados, que se apresentaram espontaneamente no último sábado, estão presos no Presídio Militar (Presmil), enquanto que Ginaldo Alves e Ralf Souza Monteiro, detidos na sexta-feira à noite, no Huse, estão em presídios comuns, já que não são policiais. Até agora já foram ouvidas mais de 15 pessoas, principalmente parente das vítimas fatais. Os familiares de Márcio Alberto Silva disseram que o rapaz estava no hospital porque caiu da moto, sendo confundido pelos militares como um dos que participou do tiroteio que teve Jailson como vítima fatal.

A família de Cledson afirma que o rapaz tinha ido abastecer a motocicleta comprada recentemente, quando foi atingido por uma bala perdida e foi socorrido para o Huse. Enquanto recebia atendimento médico, tanto Cledson como Márcio foram executados pelos dois militares, assim como Adalberto. A polícia acredita que Márcio não participou de nenhum assalto e continua investigando se houve ou não participação de Cledson. Quanto a Adalberto, este participou do tiroteio, recebeu um tiro no olho e quando era medicado, também foi executado pelos irmãos militares.

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