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Raio X detecta filhote de iguana dentro de caixa de Sedex

Rene Moreira - Especial para o Estado

08 Julho 2014 | 11h 33

Animal foi flagrado no correio de Uberaba, no interior de Minas Gerais, e teria sido despachado de São Paulo para Goiânia

Atualizada às 14h45

Uma iguana foi localizada dentro de uma caixa de Sedex ao passar pelo aparelho de raio X em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Na encomenda, constava como origem a cidade de São Paulo e como destino, Goiânia. O animal ainda é filhote e foi mandado para o hospital veterinário. A ocorrência chegou à Polícia Civil nesta terça-feira, 8, mas o bicho foi encontrado na sexta-feira, 4.
No País, outros casos de tráfico de iguana pelo correio já foram registrados e pela internet não é difícil encomendar um animal silvestre. Quem localizou a iguana em Uberaba foi um operador de segurança dos Correios, da unidade localizada na Rua João Pinheiro. O réptil estava sem ventilação, amarrado com uma fita plástica, sem comida e água.

Polícia Ambiental/Divulgação
O animal ainda é filhote e foi mandado para o hospital veterinário

A Polícia Militar Ambiental foi acionada e socorreu o animal até um hospital veterinário, onde foi confirmado que houve maus-tratos. O réptil tem cerca de 2 meses, não corre riscos e deve voltar à natureza após passar pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Uberlândia (MG).
Apesar de o remetente constar como sendo de São Paulo, existe a hipótese de que possa ser mesmo de Uberaba, que fica em uma região vista como rota do tráfico de animais silvestres.
O envio de desses bichos pelos Correios não é novidade no Brasil e cresceu nos últimos anos, já tendo sido encontradas iguanas no Sedex em cidades como Londrina (PR), São José do Rio Preto (SP) e Curitiba (PR). Nem sempre os animais sobrevivem à viagem trancados numa caixa como se fossem uma encomenda qualquer. Nesse caso, por exemplo, bastariam mais algumas poucas horas e o bicho estaria morto.