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Tem início no RS a reconstituição da morte da mãe de Bernardo

Polícia Civil encerrou o caso como sendo suicídio, mas família pediu reabertura das investigações; Boldrini vai participar nesta quarta

Chico Guevara, Especial para O Estado

15 Dezembro 2015 | 17h57

PORTO ALEGRE - A reconstituição das circunstâncias da morte de Odilaine Uglione teve início nesta terça-feira, 15, em Três Passos, no norte do Rio Grande do Sul. A mãe do menino Bernardo - assassinado em 4 de abril do ano passado - morreu no dia 10 de fevereiro de 2010, vítima de um tiro na cabeça. Leandro Boldrini, ex-marido de Odilaine e pai de Bernardo, vai participar, nesta quarta, da reprodução simulada dos fatos, realizada pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

A reconstituição ocorre no Centro Clínico São Mateus, onde funcionava o consultório onde Odilaine morreu, e se estenderá até quinta-feira. As ruas próximas foram isoladas. Seis testemunhas dão suas versões sobre o ocorrido e reproduzem o que lembram do dia da morte de Odilaine.

Na época, a Polícia Civil encerrou o caso como sendo suicídio. Entretanto, a família de Odilaine, por meio de sua mãe, Jussara Uglione, e do advogado Marlon Taborda, iniciaram uma série de levantamentos desde a morte do menino Bernardo. Um dos réus é o próprio pai, Leandro Boldrini.

Odilaine morreu no consultório de Boldrini, depois de uma discussão. Perícias contratadas por sua família estão levantando uma série de dúvidas sobre o trabalho policial, que vão desde a ausência de resíduos de pólvora em sua mão até a possibilidade de sua carta de despedida ter sido escrita por outra pessoa. O último laudo obtido por Taborda dá conta de que quem produziu o bilhete encontrado após a morte de Odilaine teria sido uma ex-secretária de Boldrini.

O MP solicitou a reabertura do caso, com o objetivo de confrontar o que foi investigado pela polícia e as novas provas produzidas por peritos privados. Boldrini é réu pela morte de Bernardo e está preso, aguardando julgamento, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

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