Rio fará campanha de combate à homofobia durante o carnaval

Haverá distribuição de panfletos, campanha na TV e internet, além da instalação de um posto de atendimento

Agência Brasil,

02 Março 2011 | 16h35

RIO - Pela primeira vez durante um carnaval, a capital fluminense fará uma campanha de combate à homofobia. Haverá distribuição de panfletos, campanha na televisão e na internet, além da instalação de um posto de atendimento com profissionais de assistência social. A iniciativa, da prefeitura do Rio, será desenvolvida pela Coordenadoria de Diversidade Sexual.

 

A ideia é informar os cidadãos sobre doenças sexualmente transmissíveis e orientar sobre direitos civis. Um dos objetivos da coordenadoria, instância ligada ao gabinete do prefeito, Eduardo Paes, é esclarecer sobre uma lei que assegura a liberdade de manifestações públicas de carinho, por exemplo.

 

"O que vale para um casal heterossexual vale para um casal homossexual", disse o coordenador Carlos Tufvesson. "O beijo entre duas pessoas do mesmo sexo não é diferente enquanto manifestação de carinho de um beijo entre duas pessoas do sexo oposto", acrescentou o estilista, durante lançamento da campanha, nesta quarta-feira, 2.

 

Folhetos foram escritos em português e em inglês - já que a cidade foi eleita o melhor destino gay do mundo - e informam sobre um e-mail para o encaminhamento de denúncias e pedido de informações. Os panfletos começarão a ser distribuídos no próximo sábado, 5, em tradicionais pontos de folia gays como Copacabana e Ipanema, na zona sul e em Madureira, na zona norte.

 

Paralelamente, a coordenadoria instalará na Praça General Osório, em Ipanema, um posto móvel que funcionará das 14h às 24h tirando dúvidas dos foliões sobre a lei de combate à discriminação em locais públicos e orientando sobre procedimentos para denúncias em casos de homofobia.

 

A campanha publicitária na internet e na televisão está prevista para começar amanhã (3), com vídeos de celebridades pedindo "tolerância zero a qualquer tipo de preconceito", reforçou Tufvesson, ao minimizar a menor representação de lésbicas e travestis nas peças publicitárias.

 

"Os vídeos foram produzidos em cima da hora. Contactamos as pessoas às pressas. Algumas puderam ir, outras não. Todas [as categorias] estão conosco em alma e espírito. Jamais excluiríamos ninguém", disse o coordenador especial.

 

Para orientar os foliões sobre os direitos civis e protegê-los de qualquer ação discriminatória, a Guarda Municipal recebeu treinamento da Coordenadoria de Diversidade Sexual.

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