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Rodoviários mantêm ônibus parados há 15 dias em Porto Alegre

Elder Ogliari - O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2014 | 11h 23

Continuidade ou suspensão do movimento será decidida nesta noite em assembleia dos trabalhadores; parte da base quer aceitar reajuste de 7,5%

PORTO ALEGRE - A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus de Porto Alegre chegou ao seu 15º dia nesta segunda-feira, 10. Durante o dia haverá mais uma tentativa de conciliação em reunião de representantes da categoria e das empresas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). À noite, uma assembleia dos trabalhadores vai decidir pela continuidade ou suspensão do movimento. No começo do dia, um grupo de manifestantes se acorrentou diante da prefeitura para apoiar os grevistas.

O comando de greve e parte da categoria mostram-se dispostos a manter os veículos nas garagens das empresas por tempo indeterminado, na tentativa de obter o reajuste de 14% e redução da jornada de trabalho de sete horas e dez minutos para seis horas. Mas parte da base quer aceitar os 7,5% oferecidos pelas empresas, com manutenção da carga horária atual.

Como a greve foi considerada ilegal pela Justiça, as empresas estão descontando os dias parados do salário dos rodoviários. Se o impasse prosseguir, poderá ser decidido pela Justiça, que julga o dissídio no dia 17.

Enquanto os ônibus estão parados, a população sofre com a nova rotina. Sob o calor dos últimos dias, com temperaturas próximas de 40 graus à tarde, pessoas que dependem de transporte coletivo esperam por até duas horas nas filas para embarcar nos micro-ônibus do transporte seletivo, autorizados a carregar passageiros em pé, vans escolares, também autorizadas, e até clandestinas que passaram a oferecer o serviço.