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Rogério 157 tentou mudar aparência para não ser preso, diz delegado

Policial afirma que traficante tentou subornar agentes dizendo que eles poderiam 'fazer suas vidas'

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 13h18

RIO - O delegado Gabriel Ferrando, da 12.ª Delegacia de Polícia (Copacabana), disse nesta quarta-feira, 6, que o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, tentou mudar a sua fisionomia para não ser preso. Segundo o delegado, que comandou a operação que resultou na prisão do criminoso, Rogério estava realizando um procedimento para apagar suas tatuagens e tinha camuflado suas cicatrizes. O delegado contou também que, durante a abordagem, Rogério estava sem identidade e disse aos policiais ser outra pessoa.

O delegado também informou que Rogério ainda tentou escapar da prisão insinuando propina aos agentes, dizendo que eles poderiam "fazer suas vidas". "Nós conseguimos prendê-lo porque conhecíamos muito bem a sua fisionomia, já estávamos investigando ele há um tempo. Foi uma ação precisa, sem nenhum disparo de arma de fogo. Ele também não ofereceu resistência, não estava armado", disse o delegado em coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia do Rio, no centro.

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De acordo com Ferrando, a ação teve o propósito de vasculhar imóveis dentro da favela do Arará, depois que a Polícia Civil tinha informações de que Rogério estaria na comunidade. "Ele já era monitorado há um tempo. Sabíamos que estávamos chegando perto e a operação de hoje conseguiu esse êxito em relação a ele. Nós já sabíamos da possibilidade de prendê-lo", afirmou.

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Questionado pela imprensa sobre detalhes do monitoramento do traficante e por onde ele havia passado antes de chegar até a comunidade, o delegado disse que não entraria nesses detalhes. Ele também não quis responder sobre de quem era a casa onde Rogério estava escondido.

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