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Ruas que dão acesso à Marquês de Sapucaí são tomadas por lixo

Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo

03 Março 2014 | 21h 10

Greve dos garis interrompeu a coleta em pontos da cidade desde a manhã deste domingo

As ruas de acesso à Marquês de Sapucaí estão tomadas de lixo, por conta da greve de garis, que interromperam a coleta em pontos da cidade desde a manhã de domingo, 3. O público que chega ao sambódromo precisa desviar, em muitos pontos, de sacos de lixo colocados na calçada por moradores vizinhos à Passarela do Samba, mas também pelo lixo jogado no chão pelos foliões.

A maranhense Alvina Teixeira, de 31 anos, pela primeira vez no sambódromo, estranhou a sujeira. "Já esperava que não fosse tudo certinho, porque é uma zona antiga da cidade. Mas tem lixo demais", afirmou. Ela disse que ficou com medo de andar por algumas ruas, que estavam mais desertas, e cobertas de lixo. "Se estivesse mais organizado, com certeza seria mais acolhedor", afirmou.

Não apenas o entorno da Sapucaí, como o Centro, a Lapa, e bairros da zona sul, como o Flamengo, ficaram cheios de lixo nas calçadas. "Está muito sujo, mas não é só no sambódromo. É na cidade inteira. Mas é carnaval e a gente deixa para lá", reagiu, bem-humorado, o arquiteto paulista Rogério Machado, de 43 anos, que acompanhava amigos que vão desfilar.

A Mocidade Independente de Padre Miguel abre os desfiles desta noite com enredo em homenagem ao carnavalesco Fernando Pinto, que fez história na escola, e a Pernambuco, sua terra natal. A escola terá um beijaço gay numa das alas. Em seguida, se apresentam União da Ilha, com um simpático enredo sobre brinquedos; a campeã do ano passado, Vila Isabel, que falará sobre as paisagens brasileiras; Imperatriz Leopoldinense, que homenageia Zico, Portela, com enredo (atual) sobre as reformas na Avenida Rio Branco; e a Unidos da Tijuca, que lembra Ayrton Senna.